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Kaneda e Tetsuo agora moram lá em casa. E para homenagear a minha cinemateca que está ficando cada vez mais bacaninha, batizarei, assim, meus novos Kinguios que comprarei na feirinha da Liberdade. Coppola sente-se solitário após a morte do Kubrick... uma lamentação só. Mas voltando à odisséia, no total foram sete anos de busca intensa e ininterrupta, com direito a muitas pechinchas em vão e pedras no meio do caminho. Isso até a frustração tomar conta da minha alminha desfalcada, decepcionada e machucada pelas altas ofertas de compra, e desistir categoricamente da busca à história da duplinha de Neo-Tokyo. Frustrei-me, paciência... Mas num domingo ocioso, sonolento e bêbado, o gênio da lâmpada apareceu lá em casa, realizando um sonho de infância: trazia com sigo, nada mais nada menos, que uma das melhores ficções científicas criadas nos últimos anos - a obra prima de Katsuhiro - “AKIRA”. Pronto. Babem, caros amigos! Eu tenho! Agora, da turminha dos japas, só fica faltando mesmo a trilogia Kurosawa/Kar-wai/Nakata. Mas eu vou dizer uma coisa: apesar do espírito de porco que me guarda ter sido espantado pela leitura assídua de W.P. Blatty, me deixando suscetível a forças ocultas, anjos existem, andam de metrô, comem pizza de calabresa e realizam desejos. Salve, salve! A partir deste momento, serei obrigada a comprar um babador o mais rápido possível e enfiar, enfim, o pé na jaca de uma vez por todas. E viva o amendoim japonês!
Para os testes do novo filme do Monty Phyton...
Se você está desempregado, triste, melancólico e sem grana, seus tempos de miséria acabaram. O pessoal da Hippofilms está à procura de novos talentos para compor a biografia do único comparsa morto do grupo Graham Chapman, que além de alcoólatra, ainda conseguia ser médico (de Cambridge) e gay. Tudo ao mesmo tempo. Gin and Tonic, como vai ser chamado, será filmado com o elenco original, exceto pela criatura a ser escolhida pelos malucos para fazer o papel do Graham. E para concorrer ao papel, além da desnecessidade da experiência formal, basta estar nos padrões Phytonianos, ter um aspecto meio insano e usar roupas esdrúxulas. Bem típico mesmo.
E tudo isso, só para a exultação da progênie nerd....
Mas meu nego, foda é não sucumbir perante o vício.
Seja ele qual for, fazer o que?
Uma guria muito bacana também inaugurou um blog recentemente. Visto que é de uma excentricidade fenomenal, ela aborda todos os assuntos referentes à culinária... Conheci a Thábata na viagem para Londrina, a qual nos acompanhou em todos os momentos trazendo muito entretenimento para todo o elenco, na democratização do famoso quarto 45. Mestra em jogos de dados , tem prometido para o pessoal uma costelada de primeira categoria que eu seria incapaz de perder. Não vou decepcionar a astrologia e negar minha natureza taurina, camuflando minha ansiedade para degustar tal quitute e os tais sanduíches literários.... “sem porcos mortos”, ela me garantiu.... No mais, ela está lincada aí do lado. Eu recomendo a leitura e bon apetit. Beijão guria!
Este é um blog de ficção. Qualquer semelhança com fatos, pessoas ou acontecimentos reais terá sido mera coincidência. Nenhum animal foi executado ou maltratado no processo de elaboração destes textos, conforme o determinado no Decreto nº 24.645 de julho de 1934. Ressalta-se entretanto a definição contida no Art. 17 do presente decreto, onde a palavra animal, compreende “todo ser irracional, quadrúpede, ou bípede, doméstico ou selvagem, com exceção aos daninhos (?)”, e o disposto no Art. 2, que adota providências a quem aplica ou faz aplicar maus tratos aos animais, sob pena de “prisão celular de 2 a 15 dias, quer o delinqüente seja ou não o respectivo proprietário, sem prejuízo da ação civil que possa caber”.


Sim, nós fomos para Londrina e... Sim! A cidade natal do Cemitério de Automóveis, é um mimo... E além de ser bem geladinha, gostosa e arborizada, ainda é repleta de bares, que são proibidos de tocarem música alta depois das 23 hs. Talvez seja por este motivo que marcaram nosso espetáculo para as 19:00.
Nas ruas, ainda ocorrem procissões daquelas bem ortodoxas, com direito a centenas carolas sacudindo bandeirinhas brancas, carregando santos, velas, terços e cantando “Virgem de Nazaré”, como há anos eu não via. Nessa hora, lembrei do canto de Verônica no sul de minas, de minhas tias afogadas em água benta e do medo que eu tinha daquilo tudo. Coisa digna de causar pesadelos mesmo. Ainda não entendo como levam crianças pra assistir este tipo de coisa...
Apresentamos no teatro em que o Mário foi criado (teatro Zaqueu de Melo), situado acima de uma biblioteca municipal (onde crianças gritam sem pudores) e ao lado de um colégio de freiras onde as meninas ainda usam saias pregueadas, meias ¾ brancas e sonham com os atores do sbt. Escapava uma correntezinha gelada de ar no interstício da porta do banheiro, que não tinha luz que fizesse esquentar as simpáticas gordurinhas daquelas pobres pats entojadas. Nem os pulinhos e grunhidos adiantaram (porém, como isso tudo já é de praxe, no final sempre acabo achando essa sensação agradável). Mas a verdade é que apesar da temperatura baixa, e da chuva chatinha que caia no segundo dia, tivemos o teatro lotado nas duas apresentações, o que fez com que compensasse todo e qualquer perrengue que eu possa ter passado para estar ali. Tudo por gosto puro, e pela certeza de que seria um puta entusiasmo estar naquela laje, que ficou tão bacana montada no teatro de Londrina. Mas voltando ao hotel, não pude deixar de notar a vista pastoril do nosso quarto (meu e de Júnia Bush) que dava para um belíssimo parque, onde, velhos andam em círculo e passarinhos cagam em cabeças recém-chapinhadas alheias. A cidade estava perfeita: tínhamos shows baratos (Cherry Bomb + CD ao vivo = R$5,00), anjos de rodoviária, partidas derrotadas de sinuca no “Jota”, docinhos no meio da tarde e o melhor – o QUARTO 45, que era onde nos encontrávamos para desfrutar de dados, uísque, muito azar, métodos russos de queima de papel-de-seda e muito cachorro-quente que infelizmente, não pude desfrutar... Dormi no meio da partida, chapada de tanto X com Grant’s.
Enfim... voltei, e fiquei logo triste da vida por ter encontrado meu Kinguio morto. De fome.
Agora a ressaca ficou, o medo de perder o emprego passou e eu continuo aqui... no escritório... na frente do computador... contando minhas plantinhas e só pensando como deve ter sido o final da noite de ontem.
“Wintson viu-a de relance, cabeça para baixo, amarela e contorcida, olhos fechados, e ainda uma mancha de ruge em cada face; foi a última vez que viu Julia.”
Espero, agora, ter tempo para conseguir terminar.
Tenho 7 horas de viagem pela frente, que me vão ser bem produtivas... Percebi que ele devia beirar os 40 e era mais baixo que eu. Tinha o cabelo bem cortado, usava roupas novas e tinha um hálito cetônico horrível, digno de quem não comia há horas. O ex-presidiário estava à deriva na rua deserta, como quem espera um ônibus, ou qualquer tosca como eu passar por ali. Não dei importância, até o momento em que ele se aproximou, elogiando. Com receio, abaixei minha cabeça e apertei o passo. O cara falava trocentas coisas ao mesmo tempo, e só fui perceber o que ele queria, quando vi o imenso esforço que fazia para andar ao meu lado. Ofegante, ele me seguiu por uns 100 metros, falando sem parar. Não sei o que me irritou mais. Talvez por cansaço, ele parou de repente, pegando no meu braço e me pediu dinheiro: dez reais. Empalideci. Na hora, minha reação foi sorrir (como quem troca assalto por caridade) e abrir a bolsa no intuito de atender ao pedido do cara. Quando percebi que tinha apenas sete reais, e um passe escolar descolado no mercado negro dos camelôs da liberdade, tremi mais que vara verde e voltei a sorrir (sempre). Minha sorte. Pedi desculpas, da maneira mais educada possível, e lhe dei o dinheiro junto ao meu precioso passe. Antes de atravessar a rua, ele me julgou bacana, e pediu educadamente para não olhar para trás. Eu segui em frente. Rumo ao Alfredo Mesquita, para o ensaio da Frente Fria. O cara não tinha arma, não pegou um segundo sequer na minha bolsa, nem falou alto. Só esbaforiu aquele hálito horrível na minha cara. E mesmo assim, me convenceu a dar todo o resto de dinheiro que tinha, que somando tudo, deveria dar uns vinte reais. Próxima vez, eu pego um táxi. Este computador anda tendo chiliques de mulher na menopausa.
Anda tendo variações bruscas e momentâneas em seu funcionamento, associadas a surtos psicóticos, que me obrigam a salvar arquivos de 3 em 3 minutos.
E ainda tem a petulância de me impedir de postar qualquer coisa, como se eu estivesse exercendo qualquer atividade censurável. (Você executou uma operação ilegal... Ilegal em que??)
Tem lembrado minha mãe aos 50.
Problemas na configuração e na rede, segundo o menino da manutenção.
No mais... terei paciência.
Apesar dessa bendita dor de cabeça que não passa nunca.
Espero que até terça melhore...
Para poder ir completa para Londrina.
Ando perdendo uns pedaços por aí. Eram só tábuas amarelas, movidas por um motor a diesel. O fôlego lento, o mar de azeite. Um ímpeto de me lançar. A mais perfeita lembrança: um céu asteroidal, olhado sob a coluna d’água de vinte metros, numa noite única. Os sons noturnos inundados se compunham com a imagem azulecida do breu pernambucano, pronunciando um dialeto de particular esmero. A inclinação à permanência...
O bel-prazer... não partir Não partir. Só para ontem e hoje: Pitta foi peso (2 horas, mas foi), rolou um baita eclipse lunar que pôde ser visto lindamente de Brasília (não da minha janela, mesmo porque o prédio da força sindical, aliado ao mau tempo não me permitiram deslumbrar os tais atrativos celestiais), um guri de 16 anos morreu a pancadas por culpa de um joguinho de quinta, Lula assume na fábrica de esmagamento de soja, que corre atrás do próprio rabo e um ciclone promete descabelar menininhas na porta da casa de minha mãe. Dia 05/05. 5.º Chivas Jazz Festival, nenhum convite vip, e nenhuma dose sequer. Talvez uma tv novinha em folha, que ainda está para chegar, mas nada de cabo. Eu, 25 anos. ¼ de século, um casal de kinguio, uma Brastemp 77, 5 bolinhas de ração por dia e nenhuma samambaia (graças a deus). Dia para cansar, e descansar. De fingir que não vi, e deixar passar. De deixar uma garrafa gelando e tomar ali mesmo. Sentada de frente para a tv novinha em folha, com a cabeça encostada no pseudo-sofá, apreciando novo timbre sonoro da antena derrubada lá em cima do prédio. Grunhidos do Boris. E eu só quero dormir... talvez um pouco mais.
- Enviado por: Marisa Lobo
às 12h43
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 11h32
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Dorflex
- Enviado por: Marisa Lobo
às 17h49
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 18h26
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 18h48
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