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Por que caralhos eu fui me mudar para o lado da Força Sindical? Não poderia eu, ter a felicidade de escolher um lugar, cuja vizinhança seria composta por um templo budista, um terreiro de umbanda, um spá pra gordos, uma casa de chá árabe ou um cemitério indígena??? Não. Tinha que ser o palácio dos trabalhadores. O sindicato dos metalúrgicos. A grandiosa e benevolente Força Sindical. O lugar mais trash da Liberdade. Yes, Yes!!! Puft, puft, puft!! Três vivas à minha tosquice!!!! Quando não é a boêmia fila dos desempregados, é festa de japas vestidos de mangas ou comícios insuportaveis de partidários do PDT, elegendo o mala do Paulo Pereira da Silva (o Paulinho), para participar das eleições municipais deste ano, ignorando deliberadamente A PROTEÇÃO AO BEM-ESTAR E AO SOSSEGO PÚBLICO dos moradores da peudo-Ásia. Não vou votar nele. Eu levantei e gritei. Acho que durante uns vinte minutos, elegendo a mãe dele como uma das mais formosas Dilodendron bipinnatum do bairro dele – ou em termos populares, puta. Mas ninguém me escutou. Como se não bastasse, os caras ainda tiveram a audácia de se desculparem com os moradores às 8 da manhã por infernizarem nossa vida com a porra de seus candidatos que querem acabar com a taxa de lixo. Isso deveria ser um crime inafiançável - ainda mais partindo de um candidato – e deveriam decretar proibido durante a manhã de domingo, o ato de perturbar o bem-estar e o sagrado sossego público ou da vizinhança, com ruídos, algazarras, barulhos ou sons de qualquer natureza, produzidos por qualquer forma ou meio, que ultrapassassem os níveis máximos de intensidade tolerados por esta Lei. Com certeza passou os 55 dB. Quando pensei ter terminado o discurso do tal mané, quando acreditei ter tudo finalmente se acalmado, desceu a porra do espírito verde-rosa nos camaradas lá de baixo que começaram a bater uma lata infernal que durou até às 4 da tarde. Começou a festa churrasquiana dos militantes que foi bem diferente daquela na casa do Gabriel. Um verdadeiro inferno. Isso deveria ser crime. A porra do discurso estava no pé da minha orelha, fazendo festinhas e soltando rojões. A manhã inteira. Tinha me programado para passar uma tarde lendo meu livrinho do Márcio Américo, vendo meus filminhos que tinha alugado, e tive que obedecer à toda aquela injustiça esquerdista e fascista. Vou entregar sem ver. Os R$ 6,50 perdidos estão me deixando desconcertada. Deveria mandar a conta pro “Paulinho”. No fim, decidi que não haveria mais nada que eu pudesse fazer. A janela já estava fechada, o calor era infernal e o som entrava sem ser convidado do mesmo jeito. Não adiantava ir contra as leis da física. Então fui passar um rodo no chão, e uma cândida na pia.
Um dia eu ainda respondo estes comentários.
Sei que não tenho respondido nenhum deles, e que isso pode ser facilmente traduzido como falta de educação, ou excesso de arrogância.
Mas não é.
Não dá tempo mesmo.
Mas um dia eu respondo.
Um dia...
Domingo, depois que presentear cada um de meus coleguinhas com R$ 20.000,00, eu me mudo para Aruba.
Aplicaram a ferramenta Blur nos meus olhos. Os pixels foram diminuindo lentamente, até sumirem com a definição das imagens de primeiro e segundo plano. Desfocaram a minha festa do caqui, e eu saí da real. Virou um borrão cinza, e com a escuridão das 3 da manhã, não pude perceber o estrago que tinha sido feito. Não vai ter Sharpen que arrume a cagada ou ao menos realce os pequenos detalhes. E eu não salvei em PDF.

Assim não tem graça. Nenhuma.
Dá um jeito aí, e vai logo.
Porque é uma pena, quase um desperdício, mas serão apenas cinco apresentações. Não por culpa do elenco, mas da banda. É que além de possuir muitos integrantes, ela ainda tem uma agendinha um pouquinho requisitada. É só a Banda Sinfônica do Estado.
Você leu bem. Parlapatões + Banda Sinfônica do Estado (+ Napão tocando clarinete).
Preciso falar mais alguma coisa, ou já estou sendo redundante?
De 23 a 27 de Junho, infelizmente. Uma homenagem ao bom humor na música brasileira "De Lamartine Babo a Chico Buarque a música brasileira sempre contou com canções bem humoradas. O cotidiano, a política, a vida social, encontros e desencontros de nosso país sempre foram motivo para brincadeiras musicais que retrataram o espírito despojado do povo brasileiro. A Banda Sinfônica do Estado convida o grupo teatral Parlapatões para realizarem, em parceria, o espetáculo Os Reis do Riso, roteiro de Hugo Possolo com direção musical do maestro Abel Rocha. Uma divertida passagem pelos vários períodos da história do rádio, teatro, tv e cinema onde a música brasileira revelou sua faceta mais engraçada." Data: 23 a 26 de junho de 2004 às 21h00 Domingo: 27 de junho, às 19h00 Local: Teatro Sérgio Cardoso Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista Tel para informações : 011 - 288 0136 Ingressos: R$ 20,00 (público); R$ 10,00 (estudantes e pessoas acima de 65 anos). Bilheteria: aberta de 3º feira a domingo das 15hs às 19hs. Duração: 90 minutos Estacionamento: próximo ao teatro de R$ 8,00 a R$ 10,00.
Ressaca é a única coisa no mundo que não aceita suborno.... Desenterraram a Rita Cadilac, que eu achei que estivesse morta. Ela com certeza deve ter repensado essa história de aposentadoria. O seu sorriso estampado na cara confirmava isso - foi bom para a moral dela. Culpa dos caras que arrebentaram na estréia da peça, deixando todo mundo desconcertado e com uma dor de estômago coletiva de tanto rir... não dava para parar um minuto sequer... Culpa também do Márcio Américo, que desenterrou, além do mito Cadilac, tantas outras coisas em seu texto, que fizeram qualquer ser humano vivo nos saudosos 80's rolar de rir ... E não pensem que foi só por questão de texto fudido não. A primeira direção do Gabriel também passou longe de deixar a desejar. E surpreendeu... e combinou perfeitamente com o texto do Márcio, com a trilha fantástica do Marcelo Montenegro e com a atuação dos caras lá em cima do palco. O Gustavo Brandão e o Walter Figueiredo (o Batata da Bedrock Vídeo) pisaram pela primeira vez em cena naquela noite de quinta-feira e fizeram valer a pena estar ali para conferir. Talvez porque seja uma peça digna de deixar qualquer ator que se preze com água na boca em poder se desbundar com um pouquinho daquilo tudo.... E enquanto isso, a gente fica ali na platéia mesmo, só se jogando de cabeça naquela história, se divertindo com a montagem, e esquecendo do tempo. Enfim... a Fernanda estava certa: ....e a audiência foi à loucura!!!!!!!!!!!!!!
E até dia 26 deste mês, vamos também à loucura com Mário Bortolotto na fudida montagem de KEROUAC nos finais de semana. Eu já fui três vezes e não tenho o menor pudor de falar. Pelo contrário. Digo com a boca cheia. No mais, segue o serviço dos caras....
O HOMEM QUE QUERIA SER RITA CADILAC
Texto: Márcio Américo
Direção: Gabriel Pinheiro
Elenco: Wiltão, Gustavo Brandão, Marquinhos Arroba, Paulinho Pankada e Batata.
Sonoplastia: Marcelo Montenegro
Quintas e Sextas: 21h30 e Sábados: 21h30 Domingos: 20h30 Ambas aqui: Av. Santos Dumont, 1770 Santana Prox. Estação Tietê – Na frente do Campo de Marte
Estacionamento gratuito no local
Ingressos: R$ 10,00
Nesta noite de Érebo, esse Cortez de Rhône vai ficando cada vez mais vazio e triste. Lentamente não era mais medo o que eu sentia... não era só medo: “Mis em Bouteille par levert Fréres...” É o efeito tidal sobre a alma, me deixando a deriva novamente. O reinado do terror sob o teto de madeira podre. A filha do caos. Esboço uma marcha que deveria tomar posse de uma vida judiciosa. Mas nesta noite, ela é interrompida. Proferem-se por aí antigos gritos bafometianos silenciosos, indicando a facilidade de se acabar com tudo... e é realmente tão simples! Eu conhecia os números, sabia dividir quantidades, e reconhecia sumariamente o caminho da lógica e do juízo. Tornava a vontade incalculável. Eu sabia... Enquanto isso, em off, minava meu corpo com bombas de sódio e potássio, enterrando-as entre a carne dilacerada e o sangue pisado. E me arrastava sob colunas e mais colunas barométricas, carregando uma caixinha de pandora de um lado, e outra de chocolates do outro. Só para aumentar a taxa de endorfina, e poder sonhar com um pouco de serotoninas e feed-backs positivos. Queria estancar todo esse sangue subliminar. Foi quando percebi que aquela primeira divisão do tempo já não bastava. A princípio, utilizei o método de que dispunha: “...e deve ser utilizado com cautela em pacientes hiperglicêmicos, uma vez que os bloqueadores beta-adrenérgicos podem mascarar a taquicardia....” Hoje, a releitura dos lábios trancados me apavora ainda mais, me fazendo sentir na pele todo esse hades. Um breve sintoma de loucura afasta a miséria da alma que se entregou plenamente ao nada e ao lugar nenhum. “...Depuis e’heureux temps duvert galant, lês Levert à Mercury fideles na vignoble sont restés...” E o conjunto destes levaria ao descanso... notoriamente! Mas agora, é só uma forma de raciocínio lento de quem não tem mais forças... os olhos pesados, e a cabeça em pêndulo confirmam o diagnóstico. E está tudo ali, bem na minha frente, como eu nunca tinha visto. Todos estes gritos confirmaram minhas suspeitas “...Lupus eritematoso sistêmico, olhos secos e depressão mental, causada pela insônia + 12,5% vol. AF7115015 ET L”. São só sobras de esperanças, migalhas de ensejos, e a certeza do absolutamente nada e do lugar nenhum. O lugar predestinado aos morto-vivos errantes do meio-fio da Liberdade. “Produit de France.... atendimento ao consumidor: 0800-1912...” E às vezes sonho com tubarões albinos canibais e sinto anjos tocarem meu rosto de leve. Só aí então eu consigo chorar e perceber que logo tudo passa... e eu vou dormir em posição fetal ao som do relógio... já prestes a despertar.
É mais ou menos assim: me entupo de sushi coreano; derrubo um saco de ração para peixe no meio da sala, emporcalho tudo; saio para ver um jogo que detesto; sou peseudo-atropelada por uma anta num fusca; encho a cara de cerveja barata; me injurio com um playba arremessador de isqueiros; vomito a noite inteira; pego um táxi; detono minhas reservas salariais; fico triste e digo no dia seguinte que estou me gripando... Sempre achando que não precisava daquilo tudo. Que deveria ter ficado em casa, alimentando minhas expectativas de reabilitação mental e corporal. É sempre assim... sempre acabo com a minha raça...... literalmente....
Cansei.
- Enviado por: Marisa Lobo
às 17h45
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Um triângulo amoroso perfeito (no melhor sentido da palavra).
- Enviado por: Marisa Lobo
às 21h23
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Sunyata
- Enviado por: Marisa Lobo
às 11h56
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Eu jogo baixo comigo mesma.
- Enviado por: Marisa Lobo
às 19h13
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