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Meti a cara na vadiagem programada para 1 mês e decidi dichavar a desordem e o caos da minha vidinha, só para ficar de fora - que é onde eu sempre estive, e de onde eu não deveria ter saído. Meu nome não estava na lista e se tinha alguém no lugar errado, essa com certeza era eu. Acho que todo mundo (ou eu, não sei bem) já causou (ou causei??) mais barulho do que deveria. Então, devo ficar quietinha. O problema, é que apesar das coisas serem bem simples na minha cabeça, elas hoje se encontram mais atrapalhadas do que nunca. Sei como articular, mas a porra da dopamina fica me fudendo o tempo todo. Blefando esta fdp... Isso, sem falar dessa maldita entidade comunista que anda confundindo meu ombrinho com balcão de bar! Mas eu vou ignorar sua presença pra ir ao show do Edvaldo Santana, e ver a briga do Chapolin com o Wally. Depois eu evito a treta entre e as criancinhas obsoletas que pagam aluguel na minha cabeça, para então dar start no meu tratamento de choque: álcool PA em doses sucessivas durante 5 dias, intercaladas com 200 Kg de quadríceps, sessão dobrada de bíceps e de descarrego espiritual pela TV. Aiai. Vou levar minhas bruxinhas para o “santo inquérito”, e depois ir para um spa. É isso que eu quero e eu vou me dar ao luxo, foda-se. Agora eu vou parar de pagar esta merda de lan e ir pra casa que tenho duas cenas para decorar.
Diz o repórter-prego fugitivo da aula de geografia.
Pelo visto o treco ainda nem começou e já ta indo mal. Muito mal.
Olha só a baixaria:
“Seguindo o modelo vitorioso lançado pela Flip, agora é Santos quem vai fazer seu Festival Literário Internacional de Verão. Mais exatamente em Peruíbe (?), bairro charmoso onde a cidade nasceu (????)”.
(Boechat - Caderno B - JB - 18/07/04).
Deixa pra lá, vai.
No mais, quem quiser saber um pouco sobre a Filip original (aquela que será chupinhada pelos caiçaras desprovidos de uma origem definida), sob o ponto de vista de repórteres-pulgas errantes e penetras, leia os contos da carrocinha, publicado na revista Trip.
- Marisa, sabe porque tu não consegue
fazer?
- Diz aí Mário. Por que?
- Por que tu nunca teve contato com esse tipo de
gente. Teu mundo é outro. Precisa ver filme.
Não tive dúvida.
Aluguei Seja o que Deus Quiser.
Ah se eu pudesse ter visto essa ceninha
desagradável há um ano, nessa mesma época em que construía a Bia - minha
personagem da Frente Fria que a Chuva traz... Bão, tarde demais. Nas nights cor azul de metileno, ao som de blasés
e djs carecas que usam máscaras de mergulho na cara, você encontra diversos
naipes de gurias hypes, “super descoladas” e cheias de caprichos patológicos (!)
que até então me eram desconhecidos. Eu não sei, mas minha impressão é que elas
estão mais pra ETEs travestidos de Hope Sandoval numa missão de coleta de dados
para um suposto cadastro universal de quinquilharias e mutações genéticas
bizarras, do que gurias dispostas a... o que mesmo elas estavam fazendo ali???
Mas lá na sala cheia é uma coisa de louco. Elas arrebentam com nas suas
mochilinhas e seus cabelos espetados, e dançam olhando pra tua cara,
independente do seu sexo, ou da tua preferência sexual. Parece que é tudo a
mesma coisa... Tipo autista que não diferencia um criado-do-mudo da própria mãe.
Aposto que se tivesse uma lontra mergulhada no tonel da cerveja, seria “cool”
tentar arrastá-la para o banheiro e comê-la em seguida. Ta vivo, não é crime! É
o tal pansexualismo. O tesão vem com árvore, pato, grilo, calendário, caneta
bic, macaco-prego, porcelana chinesa... enfim: cada mulherzinha ta lá cheia de
pó branco escorrendo pelos orifícios do corpo, fazendo, com suas fivelas de
cabelos, seu papelzinho de palhaça profissional, só para serem cada vez mais
“traja preta” dentre suas amiguinhas moderninhas, que encontram-se aglomeradas
entre bolinhas, bebidinhas e litros de fluídos corpóreos que são derramados pelo
chão da sala pequena. Que eu tava fazendo ali, mesmo? Ah! Fui empurrada. Ok. Na
night de cor azul de metileno ao som de Michael Jackson (!), elas assumem seu
papel de “marvadas”, e passam para o ataque porque são “mudernas”. Os dados são
seus dedos, e o objetivo é a conquista de qualquer coisa quente e melada. Sua
tática é controlar o grupo. Que fique bem claro que ela tem uma mente demente.
Ela vai fazer de tudo para transparecer a síndrome! Mas não pense em vinte e
poucos anos não! São trintonas, mães de família que se sujeitam a esse tipo de
comportamento, só para chamar a atenção. Tipo criança birrenta. Ta, ta. Ficou
bem claro: esse é seu maior objetivo. A meta de sua vida! Bolinhas, estilinhos e
fluídos. Miséria de vida. Tudo ta
em jogo. Mas o que foi mesmo que eu fiz ali? Ah, bebi cerveja, foi
isso.
E, se no auge do azul, alguma mulher te beija na boca, você:
1 - é um homem e acha tudo bem,
2 - é sapatinha,
3 - é bi,
4 - é pan,
5 - é trans,
6 - foi confundida com um sheflera,
7 - Foi ligeiramente feita de otária,
8 - acabou de arrumar uma puta confusão,
9 - é tão otária e sem estilo que ta tentando entender até agora o porque que isso aconteceu. Puta da vida e cheia de nojo.
Acho que devo estar doente.... Não sei, mas eu não gosto de cheiro de mulher, de bafo de mulher, de jeito de mulher e, muito menos, de beijo de mulher. Não sou ttuuudo e não to a fim de fazer parte desse circo azul de metileno muderrrrno. Sou só uma caiçara-rata-de-praia, recém chegada da zona de arrebentação, que entra pela área de serviço só pra não molhar o tapete da sala de ninguém. Sou cautelosa, tradicionalista, certinha, nada descolada e não pretendo impressionar ninguém, então, por favor, não me usem na intenção de fazê-lo. Sou só esta merda aqui que muito de vocês conhecem e não tenho muita coisa pra oferecer pra ninguém, então não me perturbem ou esperem muito de mim. E não adianta, que eu sei que ninguém é muita bosta acumulada, além do que aquela que a gente consegue ver. Todo mundo tem essa mania escrota de mostrar o melhor de si para os outros e eu detesto essa merda toda. A perfeição é um saco e eu juro: não vou mudar meu gosto por azul de bromotimol, porque o azul de metileno ta na moda.
Não tem jeito.
Sou uma guria básica demais!
Tanto faz. Não importa mais o esforço... O dia virou uma kitchenette num subúrbio, e independente da quantidade de puxadinhos que eu faça, ele continua curto, espremido, sem espaço e cada vez mais parecido com uma construção tosca num conjunto habitacional popular. As semanas já viraram um verdadeiro cortiço, onde não há lugar para mais nada nem ninguém. Coisas empilhadas e a fazer. “Liga mais tarde, agora não dá”. E nessa, procuro um espaço no chão, que ta lotado de neguinho e folhas de papel tamanho A-4. Me aperto pelo taco sem sinteco, na esperança de um descanso. Cada macaco no seu galho, aliás, penso se eu sou intrusa nessa história toda. Tento sair pela tangente. Cadeado, chave tetra, tranca de ferro. Arame farpado e açoita-cavalo. Aos montes. Antes do perrengue, tentei resolver isso aí de várias formas: dormir pouco, acordar cedo, dormir mais tarde, não dormir, não comer, cochilar no banheiro, no ônibus, na rua, enquanto penso, mas foi tudo em vão. O atraso é sempre o mesmo, e as coisas deixadas para trás já se perderam para sempre. Não há mais tempo para resguardo, nem choro nem velas. A porra do tempo passa do mesmo jeito e a culpa não é minha. É da minha maldita sobrevivência, essa menina pesada e chata que carrego e que sou obrigada a sustentar - aturar. Às vezes penso em emancipação, mas acho que já pode ser tarde demais. Hoje eu só me conformo, e corro tanto a ponto dos pés incharem. Corro porque sou obrigada, e em nenhum momento, corro por mim. Esqueci dessa aí há muito tempo, e só me dei conta agora, que estou ligeiramente (25 anos) atrasada na aula de etiqueta. O gosto amargo continua na boca durante o dia inteiro. Fica um vazio no cérebro e na alma, sublinhado por uma ignorância inocente, vinda da carência de odores, cores, sabores, movimento... E no esconde-esconde das crianças daqui da minha cabeça, meu sonho que era café-com-leite, agora bate caras num murinho da esquina - sacanearam o coitado dizendo pra contar até 1000. Mas paciente, e puto por ter sido feito de otário, ele sai correndo querendo tentar. Agora é sua vez. Sente que a brincadeira está só começando, e não morre mais por isso. Eu também não morro mais por isso. Hoje, enquanto espero o resultado, aproveito a velocidade = ao espaço/tempo das estações, pra ler um conto.
Ou viver um.
Tanto faz.
E hoje vai ter show do Dr Cascadura
Segue, segue, segue:
No tal de Zinc Bar, que fica na 13 de maio, nº 90
Qualquer coisa, o telefone lá da casa é 3120-6470
Sei lá quanto é, mas vale a pena pagar pra ver!
E não deve ser caro.
Sábado passado teve abertura da exposição da artista plástica Georgia Kyriakakis. A moça manda bem pra caramba nas obras e eu tive muita vontade de aparecer por lá, mas não deu. Eu tinha um encontro marcado com um pé de porco, e eu não podia desapontá-lo! Sabe como é... paixão por pés e por porcos! Tenho que admitir que eles dão um toque especial ao banquete, embora ainda que invisível aos meus olhos... ainda bem! Thábata, realmente sabe o que faz… Mas voltando à exposição: Geo trabalha com materiais e técnicas diversas, e, aparentemente, apresenta um fascínio todo especial por figuras e cerâmicas… Coisa de louco! Essa exposição em especial chama-se MESMAS E OUTRAS gravuras, e vai ficar exposta lá no Gabinete de Arte Raquel Arnaud. Para os que curtem, sugiro que dêem uma passadinha por lá.
MESMAS E OUTRAS gravuras
de 07 de agosto a 03 de setembro de 2004
de 2ª à 6ª feira das 10h às 19h
sábados das 11h às 14h
Gabinete de Arte Raquel Arnaud
Rua Artur de Azevedo 401
05404 010 São Paulo SP
tel. 55 11 3083.6322/ fax 3083.6114
Apoio Cultural
ALMAP/BBDO
Apoio Institucional
Prefeitura do Município de São Paulo
Lei nº 10.923/90
“Se eu insistir, mato meus sapinhos” - Isso sou eu falando com meus sambaquis. Mas aí eu lembro do meu tesão por aquaplays, e começo a brincar, mesmo sabendo que não vou acertar uma. Não meço conseqüências de enlouquecimento posteriores e, naturalmente, esqueço os sapinhos soltos na água. Afogo todos meus bichinhos. Só por teimosia, sabe como é... Mas a culpa é do meu maldito olho. Porque eu tô com olhos de peixe, e quando eu fico com olhos de peixe, deixo o pau comer solto entre a dopamina e o córtex frontal de meu cérebro. A encrenca é imensa, e nem a fisiologia explica a cagada final. Os olhos de peixe comem os sapinhos do aquaplay e eu me perco entre as argolinhas suspensas pelas bolhas que eu mesma causei. Um verdadeiro inferno.
E eu já não nem sei mais o que fazer.
Talvez eu desista antes que seja tarde, e comece a brincar com algo mais seguro e seco.
Pac man!!! É isso!
Vou fugir de fantasmas.
E depois comê-los.
É mais seguro. Por que será que sempre me passam datas de espetáculos erradas, hein, Cláudio???
Justo agora que já tinha acertado tudo para o dia 28....
Ai, mais que sina!
Na verdade tanto faz, mas em tese, é assim: as últimas migalhas de lucidez numa cabecinha melancólica e ofendida, terminam naquela fração de segundo silenciosa e tensa que antecede alguma reação nem sempre inesperada que, obviamente, se procedeu de algum ultraje a rigor mal sucedido... E a resposta é quase sempre traduzida em agressão física e sem pudores (pra que?). Já é quase cultural.
Antes disso, é preciso gritar. Nesse sentido, para ganhar lugar na primeira colocação no quebra-pau desenfreado, existe uma tendência à imitação barata de um grito lamentoso de cadelas solteiras no cio, sendo sofregamente estabelecido a partir de vozes esganiçadas raivosas, sofridas e veementes, que a essa altura, não tem sequer um destinatário aparente. Vai pra tudo quanto é lado. Mas se em algum momento, forem registradas falhas na estridência vocal, capaz de prejudicar o alcance dos níveis sonoros acima dos suportáveis (traduzindo em impassíveis, as reações alheias), sem dúvida, as molestas vocalizações darão lugar ao tônus muscular exacerbado e à perda das estribeiras, que se tornarão substâncias necessárias para que se possa suprir esta mesma defasagem na argumentação e nos tons sonoros. Dessa maneira, transfere-se, parcialmente, a pontuação a seu favor.
Ai ai, eu detesto as mulheres!
E nesse mesmo intuito de estabelecer seu lugar no pódio, o argumento vai para o saco, dando uma maior ênfase e atenção à ação física descontrolada, hedionda, medonha e sem o menor cabimento. Faz parte do teu show. E toda essa carência racional - e emocional (vixe!) - ainda acaba por provocar atitudes grotescas e despropositadas, geralmente resultando no assassinato definitivo da boa e velha educação moral e cívica. É o “foda-se” dado aos singelos direitos de ir, vir, ser e ter... A partir daí, deixa tudo isso para o segundo plano e a falsa cadela sente-se à vontade para tornar de utilidade pública e privada - de uma vez por todas - os músculos nutridos ao longo dos anos a papinha, nestogeno, cremogema, biotônico fontora, L-carnitina, ovo de codorna e de pata. Pronto. Agora a anatomia já tem sua função, com destaque e lugar ao sol. A final de contas, o que são os bens materiais, a não ser meras ilusões temporárias e fugazes???
Descobri que essas aí, geralmente, são zen-budistas.
Mas depois disso, as cadelas mudam de emprego, vão trabalhar na divisão dos ruminantes e ter um posto importante na produção de alimentos lácteos. O próximo passo é se orgulhar disso tudo, e fofocar - entusiasmadamente - sobre a artimanha com as amiguinhas da academia.
No dia seguinte, tudo se repete.
E eu fico com nojo.
- Enviado por: Marisa Lobo
às 19h52
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 13h50
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Quem cala consente, não entende "lhufas" ou vai morder.
- Enviado por: Marisa Lobo
às 15h59
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