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Quarta, no último dia da temporada do Herói, eu caí no último degrau do camarim e entrei em cena de quatro.
Vestida de Belinha e com um bolo de noiva na cabeça.
Cabrobró tem a melhor maconha do Brasil, Afogados da Ingazeira tem um bispo doido e uma casa comercial que vende caixão de defunto e vestido de noiva, e São José do Egito é o chão dos melhores repentistas do país.
Fiquei preocupada.
Essa é a última semana do Herói Devolvido no X e do Curta Passagem no N.E.x.T.
A Peça O Que Restou do Sagrado, vai ficar em cartaz até dia 15/12.
Apareçam:
Desculpe meu bem, se ontem te fiz chorar. Eu não consegui ver nada, eu juro. É que eles não emitem nenhuma radiação. Nenhuma... Sabe, os Buracos Negros. Dizem que eles não podem ser percebidos. Mas a vida é assim mesmo, não se pode exigir, pouco dá pra esperar. No entanto, dizem também que há como provar sua existência... eles exercem uma força gravitacional sobre os corpos ao seu redor. Muito obrigado por tudo! Eu percebi um sistema binário, e agora realmente espero que a minha estupidez, cicatrize teus sentimentos feridos. Foi aí que pude notar que nasci e morri assim só, indiretamente, perdida no escuro, confundindo tudo, dentro de mim. Eu simplesmente não podia enxergar, eu sei. Por isso, vou cruzando o barro, vou comendo o pó até que chegue o fim. Duas estrelas orbitavam, uma ao redor da outra dentro da minha cabeça, e bem que eu tinha achado aquilo tudo muito estranho. Mas a força eu retiro, sugo feito vampiro de saber que as estrelas também vivem sós. A massa do objeto invisível estava ali, e meus olhos não podiam perceber a causa daquela aproximação. Só um cigarro amassado; A estrela companheira tinha sido capturada por aquele vazio inconseqüente. Vazio de uma rua deserta; Nisso eu não tive culpa nenhuma, e de outros que até eu posso sentir dó; E a estrela capturada, foi engolida pela matéria escura numa noite sentindo tua carne crua; para nunca mais ser lembrada nos bares das festas;dos chopp das 4 ... Desse louco mundo, Putrefato! Dessa bosta de peça, de teatro.
__________________________
* + Nei Lisboa
Hoje tem:
Curta Passagem – Três Pockets Peças
Teatro Next – Rua Rego Freitas, 454
Hoje, às 21:30 e Amanhã, às 20:00
Alguém de Cabrobó, São José do Egito ou Afogados da Ingazeira me ligou ontem às 23:36:47 e eu não atendi.
A curiosidade me espicaça.
Recebi isso por e-mail e resolvi postar como está...
Eu até ia meter as caras na bagaça, mas eu não consegui arranjar tempo... como sempre!
Agora, eis o resultado:
Nos dias 08, 09 e 10 de novembro de 2004, ocorreu em São Paulo uma seleção para atores, vinculado ao TUSP, e vejam que maravilha este nosso país!!!!!! Primeiro trabalho no Brasil em regime CLT para atores , com todos os benefícios possíveis!!! Mas qual o preço para isso????? Conclua você mesmo!!!! Pois bem, no mesmo dia da prova escrita (08.11.2004) saiu a lista dos aprovados para a segunda fase do processo de seleção, apenas 18 candidatos dos quase 200 inscritos.
Aqui estão eles:
Andréa Lanzelloti Sannino
Cristiano Gimenez
Cristiane de Jesus
Daniel Alberti Perez
Daniel Aureliano
Flavia Fernandes
Humberto Rodrigues
Isabel Cristina Oliveira Caldas
José Aílio Sannino Jr.
Karina de Almeida Cardoso
Lafaete Moda Cerqueira
Lucineide Maria da Silva
Luis Cláudio Caldas
Maria Paula Salgado Brandão
Mariana Leite
Pablo Alexandre de Jesus
Priscila Mosca Pantarolo
Vlamir Sibylla
Agora vejam a ficha técnica do Espetáculo Interior, último peça concebida pelo próprio grupo TUSP :
INTERIOR
Criação coletiva do Grupo TUSP.
Direção musical: Pedro Paulo Bogossian
Cenário e figurino: Leopoldo Pacheco e Marco Lima
Dramaturgia e direção: Abílio Tavares
Atores: Alexandre Lima, Andréa Lanzellotti, Carolina Lages, Cristiane de
Jesus, Daniel Ferrarezzi, Humberto Rodrigues, Isabel Oliveira, Karina
Cardoso, Lafaete Mont´Alegre, Lucineide Maria, Nino Belucci, Pablo
Rodrigues, Priscila Pantaroto e Vlamir Sibylla
COINCIDÊNCIA?
Dos quase 200 candidatos, apenas 18 aprovados para a segunda fase, sendo que 10 já faziam parte do elenco TUSP !
Para você que não o menor estilo e morre de inveja dos Fashion Designers modernets, chegaram as últimas novidades do mundo Bressaniano da moda...
La Tosca: onde você pode ser tosco, mas com crasse!
Sexta-feira à noite, sentada no chão da sala do novo apartamento, depois da faxina, ao som Ney Lisboa, curtindo a combinação perfeita cerveja+cigarro, penso na vida e tomo a decisão que mudará o rumo das coisas: enfiarei a mesa branca no cú.
Mirisola não ganhou o Prêmio Portugal Telecom.
E todo mundo ficou muito triste.
Agora virei autista. Ou, depois do Cepacol, limpe a gaveta para ter a ligeira impressão de que tudo está bem, que o mal hálito foi pras picas e que amanhã é mais um dia destinado a preencher o calendário cristão. Ainda mais você, que é tão tradicional e pinta as paredes num tom salmão...
Faz questão da camisa social quaiada, e se emplasta de gel Bozzano pela manhã sem nenhum pudor. Agora tudo mudou, essa semana tem feriado, almoço em família e você nunca bebeu demais, fumou demais, nunca teve inimigos demais ou tomou atitudes imprudentes. Foi um ser coeso, sensato a vida inteira e dormiu cedo no domingo - logo depois dos gols do fantástico.
Então agora, esqueça do empréstimo a juros e olhe para as estrelas. Procure discos voadores. Leia “Eram os Deuses Astronautas” com interesse, tenha um quinto dia útil garantido, disfarce o arroto em público e faça planos para o futuro.
Acredite nisso piamente, e se precisar, olhe pra frente, ajeite a cabeça no lugar, a foto do bebê na carteira, dê trégua pro destino e consulte uns oráculos, umas cartomantes, e outras tarólogas representantes da fauna mística, só para ter certeza do caminho errado. Acomode-se na cadeira da sala, encha sua taça de R$5,90 daquele vinho mais vagabundo, e curta aquele espaguete ao molho de qualquer coisa com ervas, com orgulho de ser feliz e de estar diminuindo a taxa de colesterol. Assista o jornal nacional. Sinta-se em casa, tenha uma luminária de R$100,00 e pegue um cineminha no sábado à tarde.
Jogue gamão com o pessoal do grêmio. Alugue um bufê e dê uma festa para os meninos lá pelo dia 15. E contrate uma empregada para limpar o brigadeiro esmagado do carpete. Porque essa é a manjedoura dos mortais assalariados. A tal moralidade comprada a preço de felicidade. Mas sem se dar conta disso, seu ciático dói mais uma vez. E você tenta pendurar mais um diploma na parede (daquele simpósio de cinco dias que rolou lá em Poços de Caldas), enquanto pensa onde teria escondido o guia do Plano de Saúde. E sente falta de um carro com ar condicionado e pretende passar Errorex no passado.
Porque agora é a vez da facilidade. É a hora de por em prática seu projeto de casa de campo. Da felicidade de passar um feriado em Maresias, e de deixar o troco do pão na caixinha de natal do balcão. Não é hora de andar na rua e as putas estão lá fora ofertando seu serviço. Uma perna e um perigo! Não. Uma síncope. Ou só um sintoma. Você precisa, e pode fazer compras de Natal à crédito. Nome limpo, uma Brastemp novinha, um jogo de talheres em caixa de madeira pra dia de visita e um comprovante de renda pra alugar um apartamento com um fiador amigo. Acostumou a ficar dentro de casa, a ouvir Ray Conniff e a parar de jogar bola na rua! O Homem da Casa.
Mandou o menino ir pra dentro!
Disse que ia chover.
Mas não choveu, e moleque jamais sentiu o barro nas canelas.
Foi aí que tudo se perdeu.
E esse foi seu grande erro.
O de não se jogar. Sei. Mas se fizer, é porque foi feito. Sempre mal e porcamente, como dizem. Se não fez, é porque era pra ter sido feito e não fez, e se fizesse, teria feito errado, provavelmente. De uma forma ou de outra, você vai arcar com a noite mal dormida dos outros e com a contrariedade matutina. Na verdade, você não fez nem faz porra nenhuma. Só é um merdinha de um coringa dessa vidinha infame, que só serve para suprir uma deficiência do joguinho alheio. Eu, geralmente não jogo. E sou a carta da ponta esquerda. Zoou tudo. Fudi o barraco. Nessas horas eu rezo virada pra minha caaba pessoal enquanto expulso os demônios da minha Terra Santa. Rezo para agüentar firme, piso no chão com força e engulo os anfíbios a seco para ignorar a teoria neo-darwinista e alimentar a pseudo-euforia que dura pouco e sempre amanhece de ressaca. E presto atenção para não tropeçar nem tremer no percurso dos Italianos de números seguidos, enquanto caminho de cabeça arrastada pelo chão. Demonstrando a fraqueza de quem não tem mais vontade de puxar o fio condutor, e se corta constantemente com navalhas cegas de palavras desprezíveis. Estou convencida disso. É só uma questão falta de empenho e didática que perdi com o tempo fracassado, enquanto me distraía sonhando com minha afeição por matas ciliares. Uso do esquecimento e da sonsice feito um Cerdocyon thous1 pra engrandecer auto-afirmação alheia, e aumentar o orgulho da escrotagem feminina (aquelas Bolomys lasiurus2, metidas a dar um jeitinho na comunidade de baixa renda). RRRRRRRRRROOOOOOOsno como um porco dilatado pela lavagem feita de sobras, e ninguém escuta. Pelo silêncio e pseudo-autocontrole, dou graças à besta quieta, para garantir um dia a mais no calendário. Bêbada. Começo a matar o próprio cérebro, e sua respectiva lógica. Para isso, sigo as orientações de um projetinho científico-acadêmico-criminal para acabar com minha bosta de vida - conforme decreta o edital:
1 - Resumo; 2 - Introdução, 3 - Objetivos; 4 - Materiais e Métodos; 5 - Resultados e discussões (geralmente banais e que não levam a lugar nenhum, a não ser para o quinto dos infernos). Depois procuro uma orientação espiritual, e enfio minha mão na massa. E o pé na jaca. Assim organizo um crime hediondo da massa craniana e termino tudo com um copo de conhaque de quinta numa noite fedendo dama-da-noite, só para sair da rotina medonha e apaziguar um possível arrependimento: a sina de estar viva por mais um dia. Não acordo mais. Amanhã, não ponho o relógio para despertar, não lavo o rosto às 6:30, não chego perto da pia, do pó às 6:33. Não adianta insistir. Só quero dormir, e não precisa me acordar mais. ______________________________ 1 Cachorro-do-mato 2 Rata-do-mato Sábado agora, a gente vai começar a segunda temporada do “Curta Passagem - 3 Pocket Peças” aqui em São Paulo lá no teatro Next. Esse foi o primeiro trampo que eu fiz com o pessoal do Pernilongos Insolentes (de Santos), e com o Mário Bortolotto. Isso foi há uns 3 anos, e a gente não conseguiu parar com ela até hoje. Porque existe tesão. E porque o texto e a direção são fantásticos. E porque o Cláudio faz abdominais com uma malhinha de aeróbica cafona, e dança "I´m Too Sexy" do "Right Said Fred" sorrindo. Naquela época, o Marião descia e a gente ensaiava o dia inteiro na Cadeia Velha num ritmo psicopata. Foram só 4 dias de ensaio e eu, particularmente, fiquei impressionada com o resultado. O cara não sentava um minuto, e só aí eu percebi como eu estava enganada em achar que o tempo era escasso para montar o espetáculo. Eu estava acostumada a ensaiar durantes meses antes de apresentar qualquer coisa. E normalmente, tinha um resultado estranho. Mas dessa vez foi diferente, o cara sabia o que estava fazendo, por isso não tinha frescura nem enrolação. Muito menos processo. Era chegar, e fazer o trampo como deve ser feito. E enquanto uma dupla ensaiava a sua cena, a outra tomava uns cafés, umas cocas, umas roscas de padaria, uns sorvetes sabor morango, uns salgadinhos sabor churrasco, uns biscoitinhos sabor queijo, uns sonhos sabor creme, umas bolachas sabor chocolate e eu engordava aos poucos (porque trabalhar com esses caras é acumular tecido adiposo na região médio-mediastina do corpo. Porque só o gordo pode ser feliz, e hoje - depois de 3 anos e 10 quilos a mais - eu me classifico nessa categoria com mérito. Como bono e sou feliz). Só o Mário tomava água. Só água. De vez em quando tomava uns cafés... mas só de vez em quando E não sentava um minuto. Das 10 da manhã até umas 5 da tarde. Ele foi simples e direto, como sempre. E ficou uma puta peça. Simples e direta. E engraçada pra caralho.
Sempre que dá uma brecha, a gente dá um jeito de apresentar. Porque existe um tesão. Um puta tesão. E também porque a gente quer homenagear um cara. Um puta amigo e ator que foi embora sem pedir licença, nem deixar pistas. Só uma saudade doentia que fode a alma o tempo todo.
Essa vai ser a nossa hora de homenageá-lo, porque vai ser a primeira temporada depois da morte do Ronaldo.
E essa é a parte triste da história. SERVIÇO Curta Passagem - 3 Pocket Peças Data de Apresentação: 06, 07, 13, 14, 20, 21, 27 e 28/11/2004 Horário: sábados às 21:30 h domingos às 20:00 h Duração do Espetáculo: 60 minutos, sem intervalo. Local: Teatro N.Ex.T. Endereço: Rua Rego Freitas, 454 - Bairro Vila Buarque Horários da bilheteria: 1 h antes / Tel: (11) 3106-9636 Ingressos: R$ 15,00 e R$ 7,50 (estudantes). Lotação: 70 lugares Faixa etária recomendável: 14 anos
- Enviado por: Marisa Lobo
às 09h04
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Se joga
- Enviado por: Marisa Lobo
às 09h03
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Eu posso fazer um terrorismo. Eu posso fazer um terrorismo. Eu posso fazer um terrorismo.
- Enviado por: Marisa Lobo
às 12h51
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Curta Passagem no Next
- Enviado por: Marisa Lobo
às 16h21
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