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Que a luz da lua escorra
Pela pele, pelos pêlos
E que raios de sol embaracem seus cabelos
Que a vida lhe dê muita saliva
Pra lamber sonho em carne viva
Que seu riso não tenha o mínimo pudor
Que os ventos soprem sempre a seu favor
Que você encontre a cama feita, a mesa farta
A casa em festa
Que a boa estrela grude no meio de sua testa
E que o mal tenha paredes de isopor
Tudo de bom
Isopor
(Élio Camalle e Kléber Albuquerque)
Eu queria agradecer às pessoas que me fizeram
acordar para cuspir nesse ano de 2005:
João Fabio Cabral, por me amar. Paulinha
Lazarini, Laurinha Carvalho, Fernanda D’Umbra, Paulo de Tharso e Lulu Varela
pela amizade e rango quente na hora em que mais precisei, por segurarem meu
tsunami e me mostrarem que a ternura mora logo ali. Aline Abovsky pela amizade e
confiança presenteados mesmo na distância; Fabio Brum por devolver meu amor e
minha sanidade roubada. Marcelo Mirisola, sempre Marcelo Mirisola. Dany Boy,
pela esperança, incensos e biologias restaurada – você salvou minha pele e
emendou minha vida.Nilo Oliveira, Marcio Américo (pelos comentários sempre
certeiros), Nick, Lee e Zé Mishima por aparecerem na minha vida. Gisele,
Cleusinha Maria, Reginaldo Lobo, Nadir Amoedo, Yan (meu japinha desentupido),
Matheus Lobo (a criança mais linda do mundo) por me darem vida. Débora, Tatiana,
tio Uriel, Ana Maria, Paulinha, Robertinha, Suzana, Fabinho Lobo – meus eternos
amores; Tia Cássia. Paulinha Fonseca, Laroca, Claudia Adriana e Dani Amoedo -
Mesmo que virtualmente vocês me ajudaram a respirar. Maysa, Iúri, Bia, Cirlene e
Eron Brum (pela adoção e amor lindamente planejados); Mila pelo Mau-humor sempre
agradável, Adriana Duval pela complacência em meus estados deploráveis e pelo
remendo das quinas quebradas. Carol Mesquita pelos empréstimos indesejáveis e
Boi pelos pulos emancipados. Ana Carolina Martins, Dani Angelotti Pinduca e Eldo Mendes
que estão do meu lado. Marcelo Rezende (eterno bêbado habilidoso) Lefê, Domingos
Sharick, Wiltão, Deus Jordão, Marquinhos@, Pierre Porpeta, Laura Patinha, Lulu
Varela e Douglas Kim que sempre me fazem corar de rir. Dani Salibian e Amalfi.
Marião, Edu Estrela. Fabiana Vajman e suas palavras inesquecíveis. Flavinho
Vajman que me ensinou a chorar AuAs. Alex Antunes, Fausto, Marcelo Galdino,
Veridiana Toledo, Nivio Diegues, Patrícia Wincesky, Paulinho Vasconcelos, Eloísa
Cichowitz, Rogério Harmitt, Thiago Duran. Mello e Luiz Marcelo, que acreditam na
minha viagem. Fernanda Catani e Fabiana Carlucci por chegarem chegando,
Porororca (Judson Cabral), Janaina Teruya (pelas cachaças ao amanhecer e pelas
notícias do Japão em primeira linha) Helio (astrólogo que dichavou minha vida),
Jarbas Capusso, pelas risadas e inseticidas, Paulo Stocker, Marcelo Montenegro,
Katinha (pelas combinações fantásticas) Bac (na cumplicidade das horas mais
tristes), Trovão, Marcel (e nosso papo sempre deliciosamente furado), Michelle
Mahassim, Caio Andrade, Clayton Freitas, Paulo F. (mesmo na distância de sua
tese), Fabiola Fernanda pela sua eterna lucidez, Paulão Carvalho, minha irmã
mais nova Priscila Porchat. Robson Fernandes por me iniciar. Rodrigo Alves.
Rogerio Riker e Olavo Veltri - pela amizade, cor e água fresca no inferno.
Paloma e Priscila Teshima. Meu povo santista: Paulinho Alencar, Ricardo Trevisan
(te encontro em Pernambuco), Ratão, Daniele Monteiro, Vanusa di Santis, Fabio
Torrente, Cibelly Piacentini, Cláudio Fernandes, Marcio de Sousa, Ronaldo
Frutuoso (você nunca sai da minha cabeça), Fernandinha Miolaro, Jhullia Marques
(Kleber Kleis), Priscila Amaral, Demétrio Carvalho, Ale Garibaldi, Sandro Zozo
(pelos mergulhos amarrados), Miriam Vieira, Ricardo Vasconcelos, Tatiana
Lovecchio, e Alexandre Volpe por pensarem sempre bem de mim.
Vocês são os responsáveis por fazerem deste, o
meu ano mais bonito. Ta pronto! Crianças, preparem-se! Sininhos, sininhos,
glamur, tender e fitinhas para todos vocês. Estamos nos aproximando do natal, e
uma chuva de tosquices já começa derramar na cabeça dos moradores dessa terra.
Com exceção das ridicularidades que aparecem em cada esquina, até que gosto
dessa data. Me lembra festa. Me lembra comida. Me lembra família grande,
tubaína, parente bêbado engraçado e presente debaixo da cama. Em cima das
chinelas... minha mãe fazia isso e eu adorava. Era uma época em que a gente
ganhava presente só duas vezes por ano. E era legal, porque era sempre uma
novidade. Tinha o nervosismo da espera, e a expectativa de um momento tão raro.E
a tralha durava, geralmente, o ano inteiro... Mas na verdade, todas essas
bolinhas coloridas só servem para isso mesmo. Trazer como enfeite de topo da
árvore, a alegria do descascador de nozes. É isso mesmo. Só mais um motivo de
entornar enormes quantidades de substancias etílicas e ingerir colesterol
adoidado sem preconceito. E o efeito é pior que ácido. Pra começar uma moça no
metro já carregava alegremente essa patifaria de neve falsa comprada na 25 de
março com um pinheiro de papel bem tosco que não existe nas chaves de
identificação da botânica. Ela ocupou dois banquinhos (daqueles que ficam de
lado)... Um para sua bunda e outro para a base do pinheiro alienígena. Lembrei
do perueiro que me levava na escola na terceira série que me falava todo dia que
“mochila não senta”. Mas como ela não foi da perua do Tio Jorge, e se negava a
colocar a muamba no colo, foi pra casa sentada ao lado do pinheiro e a neve de
isopor. Ambos muito comportados. Provavelmente ela vai montar lá do lado do sofá
da sala, encher de sininhos e anjinhos e ainda gastar uma fortuna com isso. Ela
provavelmente troca os enfeites todo ano pra mostrar pros parentes, e depois dar
um “presentinho quarquer” pras criança que “é pra economizá”. Me dá asma. Eu não
saio de casa. Calor, frio. Calor, frio. E ainda por cima, vivemos uma
regiãozinha tropical barata e sem personalidade que cisma em, cada vez mais,
parecer com paises nórdicos até no clima. Deus ouviu nossas preces. Blém blém
pra todo mundo e pau na b... dos fabricantes do panetone diet/light que são ruins pra
kct. Então é bom guardar uma dose cowboy de bom humor para gastar com a
filialzinha do inferno que vai se transformar essa cidade nos próximos dias,
comprar um diskman pra enfrentar o trânsito na descida da serra ou optar pelo
bucolismo mineiro da casa no interior. Fico com a última opção e mudo meu
roteiro tradicional. Eu só não agüento olhar para os tapetes vermelhos
estendidos nas calçadas do Bom Retiro. É algo que realmente eu não suporto.
Esperamos a chegada do presidente da Croácia, das renas, ou das antas? Aquilo
fica escroto em três dias e eu tenho dó dos funcionários que lavam aquela meleca
em janeiro. Isso deveria ser proibido por lei. Enquanto isso vou lavando a minha
mão e minha laminha cármica fazendo yoga em horário comercial pra não enfrentar
fila no metrô, mesmo porque o resto eu faço à pé. Por falar nisso, hoje cedo, no
metro lotado, duas garotas começam a se estapiar no vagão em que eu estava.
Briga de muié mesmo. Com tudo que tem direito... Tava apertado pra kct e as
minas lá: gritando, mugindo, esperneando, chorando, cabelo voando e tal... De
repente, vi uma senhora do meu lado - socando a caixinha de emergência que abre
a porta com todo o desespero do mundo. Não entendi aquilo, mas fiquei prestando
atenção. Ela socou a caixinha e abriu a porta do metro (que estava em
movimento). Ela estava simplesmente apavorada... As minas gritando, a porta
aberta, o metro andando, a véia desesperada quase voando pra fora, e o povo todo
cochado, gritando e reclamando. Não agüentei e tive um acesso de riso. O que ela
queria com aquilo, meu deus! Fugir da gritaria das minas? Tava com calor? Achou
que era incêndio? Não sei não sei. Só sei que o metro parou entre a estação
Liberdade e São Joaquim e lá ficou. Muito tempo. Até o operador entender o que
tinha acontecido. Nós também. E a muié lá... com cara de bolo, sendo xingada por
todo mundo do vagão. O metro parou não por causa da briga, mas por culpa da
burrice da veia. Mas mesmo assim, minha vontade era de ir lá na frente do vagão
e socar a cara das toscas que aterrorizaram a veinha descabelada. Sei lá... só
sei que saí do metro rindo, e vi uma moça carregando fitinhas e embrulhos
natalinos by vinte e cinco de março. Pensei no quanto que teria que gastar com
presentes dos meus sobrinhos e perdi toda a graça.
- Enviado por: Marisa Lobo
às 19h33
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 13h29
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 13h26
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- Enviado por: Marisa Lobo
às 11h11
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